Boi cede espaço à soja em MT
Confinamento | 16 de janeiro de 2013
Plantel ganha 3 milhões de cabeças entre 2009 e 2011, enquanto pasto perde 863,000 hectares. No curto período de 2009 a 2011, a área de pastagem de Mato Grosso foi reduzida em 863,800 hectares, derrubando velhos mitos, como o que alardeava o avanço sem controle da boiada no Estado, cujo rebanho é o maior do país e que também é líder na produção de carne bovina.
Os dados são de um estudo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e foram divulgados em dezembro de 2012. Segundo a entidade, a diminuição no espaço ocupado pelo boi se deve ao emprego maciço de tecnologia, com a consequente evolução da produtividade. O plantel passou de 26 milhões para 29 milhões de cabeças, acréscimo de 12%. Enquanto isso, a produtividade cresceu 16,38%, saindo de 1,01 animal por hectare e chegando a 1,17 animal por hectare. Já num período mais longo, partindo de 1996, a taxa de ocupação das pastagens passou de 0,72 animal por hectare para a atual 1,17 animal por hectare.
Segundo Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, o rebanho cresceu puxado pela tecnologia e o incremento na produtividade levou também à prevenção do desmatamento. “A pecuária mato-grossense deixou de desmatar 16,89 milhões de hectares entre 1996 e 2011”, assegura Vacari, informando que esses dados foram obtidos por meio do cruzamento de imagens da americana Nasa com as do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial). Vacari revela que a área ocupada pela pecuária cresceu até 2005, manteve-se estável até 2008 e logo após deu início à queda.
Enquanto a área destinada ao pastejo do gado retrocedia, o cultivo da soja ocupava todo esse espaço. Mato Grosso é o maior produtor nacional de soja (mais de 21 milhões de toneladas em 2012). Segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a área plantada, que era de 5,6 milhões de hectares em 2007/2008, saltou para mais de 7 milhões de hectares em 2011/2012 e vai aumentar mais em 2013.
Fonte: Revista Globo Rural/SP

Dener Dias é jornalista, apresentador de TV, roteirista, escritor, produtor, cantor, músico e compositor. Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela UFMS, gosta de escrever, principalmente sobre o Pantanal, pecuária e suas peculiaridades. É autor do livro-reportagem Poeira Branca, no qual narra sua aventura real como peão e repórter em uma viagem de 23 dias como boiadeiro pelo Pantanal da Nhecolândia.
Por quase uma década, apresentou o programa Pecuária Forte na TV, chegando a apresentar cinco horas de programas ao vivo por dia, de segunda a sexta. Além disso, executou a produção geral, reportagem, roteiro e trilha do filme Pecuária Pantaneira, lançado em 2017 e que já ultrapassou 1 milhão de visualizações no YouTube.
Atualmente é Coordenador de Comunicação Estratégica no Grupo Real, onde, em mais de 12 anos, já visitou mais de 500 propriedades para entrevistas e gravações de reportagens. Dessa forma, procura auxiliar as pessoas na escolha do melhor tratamento homeopático e outras soluções no mundo da agropecuária, mostrando relatos e casos de sucesso reais de pessoas que utilizam essa tecnologia.
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