Imagem ampliada de uma minhoca em ambiente aquático

Conheça os principais vermes bovinos e saiba como tratá-los

Guia de Doenças | 22 de fevereiro de 2026

A verminose é um dos principais desafios enfrentados pela pecuária, impactando diretamente a saúde dos animais e a rentabilidade da produção. Entre as diversas doenças parasitárias que afetam o rebanho bovino, os vermes gastrointestinais se destacam como causadores de grandes prejuízos, especialmente em regiões com clima favorável ao seu desenvolvimento.

Neste artigo, vamos explorar os principais vermes que acometem os bovinos, como Ostertagia spp., Haemonchus spp., Trichostrongylus axei, entre outros, além de apresentar as melhores práticas de controle e tratamento. Entender como identificar, prevenir e tratar esses parasitas é fundamental para garantir o bem-estar dos animais e otimizar a produção de carne e leite.

Continue a leitura e aprenda!

O que é Ostertagia spp.?

A ostertagiose é uma verminose causada por nematoides do gênero Ostertagia spp., que parasitam o abomaso dos bovinos e pequenos ruminantes. Ela afeta diretamente o desempenho produtivo dos animais, resultando em perda de peso, queda na conversão alimentar e prejuízos econômicos, especialmente em regiões de clima temperado. Além de bovinos, pode afetar ovinos, caprinos e outros ruminantes.

Cenas de fazenda com animal em destaque.

Os sintomas incluem perda de apetite, emagrecimento progressivo, diarreia persistente e, em alguns casos, alterações na pelagem. A infecção ocorre quando as larvas se alojam nas glândulas da mucosa do abomaso, causando lesões que prejudicam a digestão e a produção de ácido gástrico e enzimas digestivas.

Tratamento para Ostertagia spp.

O tratamento da ostertagiose envolve o uso de anti-helmínticos de amplo espectro, com a estratégia de evitar a resistência parasitária. O tratamento deve incluir:

  1. Anti-helmínticos: benzimidazóis, como albendazol e fenbendazol, e avermectinas, como ivermectina e moxidectina, são eficazes contra vermes adultos e larvas em hipobiose;
  2. Manejo integrado: inclui rotação de pastagens, higiene das instalações e tratamento seletivo (utilizando o método FAMACHA®) para ovinos e caprinos;
  3. Prevenção de resistência: o uso de anti-helmínticos deve ser acompanhado por um veterinário para evitar resistência parasitária.

O que é Haemonchus spp.?

Haemonchus spp. é um parasita do gênero nematódeo conhecido como “verme do estômago”, que causa a hemoncose. Esse verme é hematófago, alimentando-se do sangue do hospedeiro. A infecção pode resultar em anemia severa, fraqueza, edema submandibular e até morte súbita.

Tratamento para Haemonchus spp.

O tratamento inclui:

  1. Anti-helmínticos: os principais medicamentos são albendazol, ivermectina, levamisol e closantel;
  2. Tratamento seletivo: o método FAMACHA® é usado para tratar apenas os animais anêmicos, ajudando a retardar a resistência;
  3. Manejo sanitário: como rotação de pastagens e separação de animais jovens, que são mais vulneráveis.

O que é Trichostrongylus axei?

Trichostrongylus axei é um parasita do estômago de bovinos, ovinos, caprinos e equinos, transmitido por ingestão de larvas infectantes presentes em alimentos ou vegetais contaminados. Pode causar diarreia, perda de peso e anemia.

Nariz de um nematoide sob microscópio

Tratamento para Trichostrongylus axei

O tratamento envolve o uso de lactonas macrocíclicas (ivermectina, moxidectina) e benzimidazóis (fenbendazol e oxfendazol). A escolha do medicamento deve ser orientada por um veterinário, considerando possíveis resistências.

O que é Cooperia spp.?

Cooperia spp. infecta o intestino delgado dos bovinos, causando gastroenterite parasitária. Pode resultar em diarreia, perda de peso e redução na eficiência alimentar. A resistência do parasita aumenta a complexidade do controle.

Tratamento para Cooperia spp.

O controle envolve o uso de anti-helmínticos de amplo espectro, como albendazol, ivermectina e fenbendazol. Testes de eficácia, como o teste de redução da contagem de ovos nas fezes (FECRT), são essenciais para monitorar a resistência.

Vermes microscópicos vistos ao microscópio

O que é Strongyloides papillosus?

Strongyloides papillosus é um parasita do intestino delgado que pode causar diarreia, perda de peso e, em casos graves, morte súbita de bezerros. A infecção pode ser transmitida por ingestão de larvas ou através do leite.

Tratamento para Strongyloides papillosus

O tratamento é feito com anti-helmínticos como ivermectina, albendazol e fenbendazol, sempre sob orientação veterinária. O manejo preventivo inclui rotacionamento de pastagens e a vermifugação das fêmeas antes do parto.

O que é Oesophagostomum radiatum?

Oesophagostomum radiatum afeta o trato intestinal dos bovinos, formando nódulos na mucosa. Os sintomas incluem anemia, edema e diarreia, afetando a saúde e a produtividade do rebanho.

Tratamento para Oesophagostomum radiatum

O controle é feito com o uso de anti-helmínticos e boas práticas de manejo, como rotação de pastagens e controle biológico, que pode incluir fungos nematófagos.

Quando realizar a vermifugação no rebanho?

A vermifugação deve ser realizada de forma estratégica, com foco nos períodos de seca (maio a agosto) e início das chuvas (novembro), para evitar infestações graves. O calendário de vermifugação deve começar aos 2-3 meses de idade e ser seguido ao longo da vida do animal, com foco na prevenção e controle da carga parasitária.

O controle eficaz dos vermes bovinos é essencial para a saúde do rebanho e a sustentabilidade da produção pecuária. Conhecer os principais parasitas, como Ostertagia spp., Haemonchus spp. e Cooperia spp., e adotar estratégias de tratamento e manejo adequadas são passos fundamentais para evitar prejuízos econômicos e garantir o desempenho produtivo dos animais.

Para os pecuaristas que buscam alternativas mais naturais e complementares ao tratamento convencional, a CMR Saúde Animal oferece soluções homeopáticas eficazes no combate aos vermes. Com o uso de produtos específicos, é possível tratar e prevenir infecções parasitárias de forma segura, sem comprometer a saúde dos animais.

Consultar um veterinário especializado é fundamental para garantir o melhor protocolo de tratamento, combinando as práticas tradicionais e homeopáticas, visando sempre o bem-estar do rebanho e a excelência na produção.

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