
Pecuária Forte no Pantanal Tech 2026
Casos de Sucesso | Pantaneiros | 7 de julho de 2026No Pantanal Tech 2026, Real H e CMR mostram como inovação e sustentabilidade caminham em perfeita sintonia.
Os campos abertos dão lugar aos morros verdes e paredões avermelhados da Serra de Maracaju, na região da Estrada-Parque de Piraputanga, um daqueles lugares onde a vontade de chegar ao destino perde espaço para a vontade de continuar viajando. As curvas acompanham o relevo, a vegetação se aproxima da pista e a serra parece cambalear rente a quem passa por ali.
Quem vai pela Estrada-parque não precisa passar por Aquidauana para chegar no campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Cercado pela vegetação nativa e tendo a Serra de Maracaju como pano de fundo, o campus parece ter encontrado o lugar ideal para produzir conhecimento sobre o Pantanal.
Abertura Oficial
O movimento de gente se concentrou na Arena Paxixi, era hora da abertura oficial do Pantanal Tech MS 2026.
Realizado entre os dias 3 e 5 de julho, de sexta a domingo, na Fazenda Experimental da UEMS, o evento reúne produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empresas, instituições públicas e representantes do setor produtivo para discutir o futuro da produção sustentável no Pantanal. Durante três dias, a universidade transformou seu campus em um grande espaço de integração entre ciência, inovação, tecnologia e campo.
Chegou o momento das homenagens às grandes personalidades que contribuíram para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Marcelo Renck Real, Diretor Comercial do Grupo Real, recebe moção em homenagem ao seu pai, o Prof. Dr. Claudio Martins Real.
Dentre os nomes, Luciano Leite de Barros. Filho do inesquecível Abílio Leite de Barros, faz parte de uma das famílias mais tradicionais da história pantaneira. Sua trajetória como pantaneiro raiz e criador de cavalo pantaneiro merece aplausos e respeito, tanto que escrevi para Luciano a canção “Camarinho Pantaneiro”.
Outra merecida homenagem foi para o do Professor Doutor Claudio Martins Real. Para muitos, um pesquisador visionário. Para nós, do Grupo Real, um nome que faz parte da nossa história e da própria Real H. Fundador da empresa e precursor da homeopatia populacional, dedicou sua vida à pesquisa e ajudou a construir uma tecnologia que hoje está presente em milhares de propriedades rurais brasileiras.
Tecnologia Real H e CMR
Como disse anteriormente, o Pantanal Tech está profundamente ligado à sustentabilidade. Mas o que isso significa, na prática?
A resposta aparece quando a pesquisa deixa os laboratórios e passa a produzir resultados dentro das fazendas.
No caso da Real H e da CMR, essa relação entre ciência e campo ficou evidente durante as conversas que tivemos com pesquisadores da própria UEMS. Professores e pesquisadores compartilharam os resultados de estudos científicos conduzidos pela universidade utilizando tecnologias desenvolvidas pelas empresas.
A Professora Dra. Fabiana de Andrade Melo Sterza. Docente e pesquisadora da UEMS, dedica sua carreira à biotecnologia da reprodução animal. Seu trabalho, desenvolvido no programa de pós-graduação em Zootecnia da universidade, reúne pesquisas sobre fisiologia reprodutiva, embriões, oócitos, nutrição e produção de bovinos. É uma daquelas profissionais que passam anos buscando respostas para perguntas que, mais tarde, ajudam a transformar a rotina dentro das fazendas.
Durante a entrevista, a professora explicou que diferentes estudos conduzidos pela universidade utilizando tecnologias da Real H e da CMR vêm apresentando resultados expressivos em áreas como redução da mortalidade embrionária, controle da mastite e melhoria do desempenho e do ganho de peso dos animais. Ela destacou ainda os avanços obtidos no trabalho de conservação e pesquisa com o bovino pantaneiro desenvolvido pelo Nubopan, onde os índices de natalidade ultrapassam 80% nas condições naturais do Pantanal — um ambiente reconhecidamente desafiador para a reprodução — e superam 90% no rebanho mantido na estrutura experimental da UEMS.
Mais do que apresentar resultados, a professora chamou a atenção para um aspecto que talvez seja o maior legado do Pantanal Tech: a integração entre universidade, empresas e produtores rurais.
“A gente só vai conseguir avançar passos mais largos, com maior velocidade, se trabalhar junto. Se cada um ficar com a sua expertise no seu canto, nós vamos avançar, mas vamos demorar mais tempo. O clichê de que ‘juntos somos mais fortes’ é real. É isso que a gente vivencia diariamente.”
Outra cientista da UEMS que tem novidades sobre as tecnologias para auxiliar na produção pantaneira é a Prof.ª Dra. Elis Regina de Moraes Garcia, zootecnista e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia. Especialista em avicultura, ela coordena estudos no Centro Demonstrativo de Produção Zootécnica da universidade, desenvolvendo pesquisas voltadas à produção de poedeiras, codornas e frangos de corte.
À primeira vista, a pesquisa com aves parece fugir um pouco do universo que costumamos tratar nas redes da Real H e na CMR. Todavia, a professora explicou que a universidade vem avaliando tecnologias homeopáticas em aves muito antes de qualquer possibilidade de aplicação comercial. Um dos resultados que mais chamou a atenção foi a melhoria significativa na formação e na resistência óssea dos animais.
Segundo ela, o momento da aplicação faz toda a diferença.
“Quando essa tecnologia é utilizada desde o primeiro dia de vida, ela favorece a formação do tecido ósseo. O osso funciona como uma importante reserva mineral para a ave. Quanto melhor essa estrutura, melhores tendem a ser a qualidade da casca dos ovos e a longevidade das poedeiras.”
Outro aspecto destacado pela pesquisadora foi a praticidade proporcionada pela tecnologia no sistema de produção. Por não deixar resíduos na carne nem nos ovos, os aditivos eliminam a necessidade de períodos de carência antes do consumo ou do abate,
Em mais uma edição do Pantanal Tech nos lembramos o quente é importante colocar a pesquisa antes de qualquer intenção comercial. E que a inovação não nasce na prateleira. Ela nasce dentro da universidade, entre experimentos, hipóteses, análises e muito trabalho silencioso. Quando finalmente chega às fazendas, ela já percorreu um longo caminho.

Dener Dias é jornalista, apresentador de TV, roteirista, escritor, produtor, cantor, músico e compositor. Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela UFMS, gosta de escrever, principalmente sobre o Pantanal, pecuária e suas peculiaridades. É autor do livro-reportagem Poeira Branca, no qual narra sua aventura real como peão e repórter em uma viagem de 23 dias como boiadeiro pelo Pantanal da Nhecolândia.
Por quase uma década, apresentou o programa Pecuária Forte na TV, chegando a apresentar cinco horas de programas ao vivo por dia, de segunda a sexta. Além disso, executou a produção geral, reportagem, roteiro e trilha do filme Pecuária Pantaneira, lançado em 2017 e que já ultrapassou 1 milhão de visualizações no YouTube.
Atualmente é Coordenador de Comunicação Estratégica no Grupo Real, onde, em mais de 12 anos, já visitou mais de 500 propriedades para entrevistas e gravações de reportagens. Dessa forma, procura auxiliar as pessoas na escolha do melhor tratamento homeopático e outras soluções no mundo da agropecuária, mostrando relatos e casos de sucesso reais de pessoas que utilizam essa tecnologia.
Atualmente, está cursando MBA em Digital Business e sua missão aqui no blog é trazer informações confiáveis e contribuir com o uso de tecnologias sustentáveis e eficazes para tirar as suas dúvidas e atender às suas necessidades!
Mande sua dúvida!

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